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Mesmo com Bíblia em casa, maioria da população desconhece seus ensinos

 

Dados de pesquisa da Sociedade Bíblica Americana revelam grande desconhecimento sobre temas importantes

A Bíblia incentiva a “repressão das mulheres” e apoia temas controversos como guerra e escravidão.  Esse tipo de opinião é comumente compartilhada em vários locais do mundo.

O estudo da Sociedade Bíblica Americana (SBA) chamado “State of the Bible” é feito anualmente com o objetivo de verificar o que as pessoas pensam e conhecem sobre a Bíblia, explica Geof Morin, diretor de comunicação da SBA.

“Sabemos que 88% das pessoas dizem ter uma Bíblia em casa. Eles pensam: ‘Eu tenho uma Bíblia há muito tempo. Já sei o que ela contém”. Mas a grande maioria das pessoas superestima o seu conhecimento do assunto, insiste Morin.

Essa pesquisa está especificamente voltada para analisar as opiniões em geral sobre a Bíblia e ajudará a Sociedade Bíblica a criar programas que fortaleçam o conhecimento bíblico e ajudem a fazer a Bíblia mais relevante para o público em geral.

“A American Bible Society quer acompanhar o que está acontecendo na cultura e por que as pessoas estão ligando cada vez menos as questões morais e políticas do cotidiano com a Bíblia”, disse Morin.

A pesquisa SBA entrevistou adultos norte-americanos em parceria com o Instituto Barna Research, descobriu que 82 % dos que afirmam serem cristãos consideram ter um conhecimento razoável sobre a Bíblia.

No entanto, quando perguntados, 43% não soube sequer dizer quais são os cinco primeiros livros da Bíblia. Além disso, 20% acreditam que as Escrituras incentivam a “repressão das mulheres”, a guerra e a escravidão.

Quando se tratava de avaliar o que a Bíblia diz sobre várias questões sociais, muitos mostraram pouco conhecimento das atitudes e comportamentos abordados nas Escrituras. A maioria dos cristãos diz corretamente que a Bíblia desencoraja prostituição, jogos de azar e pornografia; que incentiva a generosidade, perdão e paciência; e que não ignora a questão da homossexualidade.

No entanto, houve divisões claras entre os “cristãos praticantes” (que consideram a sua fé importante, frequentam a igreja regularmente e afirmam terem nascido de novo) e os cristãos “nominais” que vieram de uma família cristã, mas afirmam não serem religiosos.

Enquanto 91% dos evangélicos entrevistados dizem que a Bíblia desencoraja “a repressão das mulheres”, o número cai para 61% para os outros grupos cristãos.

Morin reconhece que dentro de cada denominação religiosa há uma tendência diferente sobre alguns aspectos da Bíblia. Mesmo assim, os cristãos nominais em geral têm uma imagem mais negativa de como a Bíblia fala sobre as mulheres. Vinte e sete por cento dizem que a Bíblia encoraja repressão das mulheres e 28% acreditam que ela não se pronuncia sobre o assunto. Pouco mais de 24% deste grupo entende que a Bíblia “desencoraja a homossexualidade”.

Entre os entrevistados que afirmam não terem identidade religiosa, 46% acredita que a Bíblia defende a repressão das mulheres e 22% dizem que ela não fala sobre o assunto.  Já 33% dos pertencentes a este grupo dizem que a Bíblia não fala sobre este tema.

A pesquisa da Sociedade Bíblica Americana difere de uma pesquisa nacional de 2010 pelo Pew Research Center em conhecimento religioso em geral. Esse levantamento focou em ensinamentos essenciais, história e principais figuras em cinco grandes religiões do mundo.

Os dados levantados pela SBA parecem ecoar uma pesquisa similar da Sociedade Bíblica Britânica, a qual revelou que 25% dos britânicos acredita que o Super-Homem é mencionado pela Bíblia. Além disso, um terço da população não sabia dizer o que era o Jardim do Éden, enquanto outro terço acredita que a história de Harry Potter é baseado em algum relato religioso.

Ao mesmo tempo, cerca de 30% não sabia dizer onde na Bíblia aparecem as figuras de Adão e Eva, 50% não sabiam que a Arca de Noé é uma história bíblica, 60% nunca ouviu falar do milagre da multiplicação de pães e 90% não conhece o rei Salomão.

No Brasil ainda não há dados confiáveis e análises sobre qual é o grau de conhecimento bíblico da população. Com informações Religion News.

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