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Roberto de Lucena: “Defendemos, sim a vida e a família”

 

Recentemente acusado de apoiar tais posicionamentos de seu partido, o deputado e pastor Roberto de Lucena postou em sua página oficial uma breve nota de esclarecimento.

 

Quatro anos depois de lançar Marina Silva como candidata à presidência, o Partido Verde prepara agora um novo candidato para a próxima campanha: o ex-deputado Eduardo Jorge. Temas considerados polêmicos estão em vista para serem abordados pelo partido, como legalização do aborto e descriminalização da maconha. O posicionamento do PV é a favor destas propostas.
Recentemente acusado de apoiar tais posicionamentos de seu partido, o deputado e pastor Roberto de Lucena postou em sua página oficial uma breve nota de esclarecimento, afirmando que em momento algum teria apoiado medidas que possam ir de encontro aos princípios bíblicos.
Lucena também afirmou que apesar das propostas polêmicas, o PV não obriga os seus legisladores a votarem de acordo com a legenda e citou a chamada “cláusula de consciência”, que assegura tal liberdade.
Confira abaixo a nota por ele publicada:
Eu sou pastor. Estou deputado. Não sou o único deputado federal evangélico na bancada do Partido Verde. Tanto eu quanto o meu companheiro, deputado Henrique Afonso, que também é pastor, e representa o povo do Estado do Acre, temos mantido absoluta coerência com as nossas posições e convicções cristãs.
Defendemos, sim, a vida e a família, e defendemos o pobre, o socialmente vulnerável, o trabalhador, o desenvolvimento sustentável. Lutamos contra a corrupção em todos os níveis.
Nossos votos são públicos. São abertos. Nossos pronunciamentos também são públicos. Também estão abertos para quem deseja consultar os anais da Câmara dos Deputados.
Henrique Afonso e eu temos nos posicionado contra o aborto e contra a descriminalização da maconha, abertamente, e quando o fazemos, se estamos num ambiente partidário favorável a essa agenda, é evidente que somos muito mais necessários onde estamos, estrategicamente, para a causa, do que em qualquer outra legenda onde não haja essa afirmação contrária, inclusive, ao pensamento da maioria da população brasileira, que independentemente da religião, é contra a descriminalização do aborto e da maconha.
O Partido Verde é o único dentre os partidos políticos que mantém em seu programa a “cláusula da consciência” que permite, por exemplo, aos seus legisladores, sejam vereadores, deputados estaduais, federais ou senadores, não votarem coincidentemente com essa agenda colocada.
Foi assim que ocupei papel de protagonismo na resistência da bancada evangélica ao “Kit Gay”, junto ao governo da Presidenta Dilma, e que coordenei, ao lado de outros deputados, ações que impediram a legalização do aborto na Câmara Federal. Foi assim que rompi o silêncio e levei para a tribuna da Câmara a luta contra o infanticídio indígena, em apoio ao PL 1057/2007, de Henrique Afonso, e o puxiram. 
Foi assim que, como relator, emiti o meu voto e parecer favorável ao PDC 234, maldosamente apelidado por parte da imprensa como “Cura Gay”, de autoria do Deputado João Campos, e cujo teor está disponível nos dispositivos da Câmara. 
Foi ainda o meu gabinete quem protocolizou ação junto ao Ministério Público de São Paulo contra a realização da Marcha da Maconha, em nosso estado e, além disso, eu era o único deputado evangélico presente à grande marcha contra a descriminalização das drogas em ato que findou com a manifestação de milhares de pessoas na Assembleia Legislativa – um deputado do partido Verde!
Enfim, como disse, as nossas posições e os nossos votos são públicos.
Não faço a política odiosa, nem oportunista, nem debato pessoas, mas ideias.
E o Partido Verde quer debater o desenvolvimento sustentável, o transporte público de excelência, a educação, a nova geração de empregos sustentáveis, a saúde pública, a erradicação da fome e da miséria, a erradicação do trabalhos escravo, a segurança pública. Em relação a esses temas, o PV tem grandes e inovadoras propostas e ideias para o Brasil. Em relação aquela que é para nós uma agenda moral, o PV me oferece a “cláusula da consciência”.
Não somos, Henrique Afonso e eu, deputados federais, os únicos cristãos no Partido Verde. Católicos e evangélicos que, igualmente, defendem as mesmas convicções, estão unidos a pessoas de outras religiões e até sem religião que defendem vida e família, e que estão em nossa militância ou ocupando cadeiras no Legislativo ou no Executivo e que se orgulham da luta que fazem por um Brasil e um mundo melhor sem abrir mão dos compromissos e dos valores fundamentais.
Com informações do Guiame
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